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	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">faeeba</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Rev. FAEEBA - Ed. e Contemp.</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. FAEEBA - Ed. e
					Contemp.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">2358-0194</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidade do Estado da Bahia</publisher-name>
			</publisher>
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		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi"
				>10.21879/faeeba2358-0194.2023.v33.n73.p187-203</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>INTERNACIONALIZAçÃO DOS CURRÍCULOS NA EDUCAçÃO BÁSICA: REPERCUSSÕES
					NAS REFORMAS EM CURSO NO BRASIL</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>INTERNATIONALIZATION OF CURRICULA IN BASIC EDUCATION: REPERCUSSIONS
						ON THE ONGOING REFORMS IN BRAZIL</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="es">
					<trans-title>INTERNACIONALIZACIÓN DE LOS CURRÍCULOS DE LA EDUCACIÓN BÁSICA:
						REPERCUSIONES EN LAS REFORMAS EN CURSO EN BRASIL</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9299-4441</contrib-id>
					<name>
						<surname>Thiesen</surname>
						<given-names>Juares da Silva</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
					<bio>
						<p>Doutor em Educação e Doutor em Gestão do Conhecimento. Professor do
							Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC e Professor do Programa de
							Pós-Graduação em Educação da UNIPLAC. Líder do Grupo de Pesquisa em
							Currículos - Itinera. E- mail: <email>juares.thiesen@ufsc.br</email>;
								<email>juaresthiesen@uniplaclages.edu.br</email></p>
					</bio>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina
					Universidade do Planalto Catarinense</institution>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Catarina
					Universidade do Planalto Catarinense</institution>
			</aff>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>01</day>
				<month>05</month>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Mar</season>
				<year>2024</year>
			</pub-date>
			<volume>33</volume>
			<issue>73</issue>
			<fpage>187</fpage>
			<lpage>203</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>08</day>
					<month>09</month>
					<year>2023</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>22</day>
					<month>12</month>
					<year>2023</year>
				</date>
			</history>
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				<license license-type="open-access"
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O principal objetivo no trabalho é discutir repercussões dos discursos formulados
					por organizações, redes e agências internacionais que se colocam em defesa da
					internacionalização da educação e dos currículos na produção de políticas
					curriculares no Brasil em geral, e particularmente, nas reformas curriculares
					que envolvem o ensino médio. Com este propósito, são destacados elementos
					conceituais e ideários da internacionalização, colocados, em geral, como
					motivação para reformas. Na sequência, mostra-se como, no trânsito global-local,
					operam os sistemas de difusão dos discursos/textos em defesa da
					internacionalização. Finalmente, como demonstração desse alinhamento,
					destacam-se marcações contidas nos textos de reformas que envolvem o ensino
					médio no Brasil. Conclusivamente, afirma-se que a internacionalização como um
					conceito/fetiche segue seduzindo formuladores de políticas e que, já tendo
					conquistado territórios da educação superior, se lança para ocupar também os da
					educação básica.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>The main objective of this article is to discuss the repercussions of the
					discourses formulated by organizations, networks, and international agencies
					that stand in defense of the internationalization of education and curricula in
					the production of curricular policies in Brazil in general, and particularly in
					the curricular reforms that involve the high school. For this purpose,
					conceptual elements and ideals of internationalization are highlighted,
					generally placed as a motivation for reforms. Next, it is shown how, in the
					global-local transit, the systems of diffusion of discourses/texts in defense of
					internationalization operate. Finally, as a demonstration of this alignment, the
					markings in the texts of reforms involving secondary education in Brazil are
					highlighted. Conclusively, it is stated that internationalization as a
					concept/fetish continues to seduce policymakers and that, having already
					conquered territories of higher education, it launches itself to occupy those of
					basic education as well.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>RESUMEN</title>
				<p>El principal objetivo del trabajo es discutir las repercusiones de los discursos
					formulados por organizaciones, redes y agencias internacionales que defienden la
					internacionalización de la educación y los currículos en la producción de
					políticas curriculares en Brasil, en general, y en particular en reformas
					curriculares que involucran la secundaria. Para ello, se destacan elementos
					conceptuales e ideológicos de la internacionalización, generalmente considerados
					como motivación para las reformas. A continuación, se muestra cómo, en el
					tránsito global-local, operan los sistemas de difusión de discursos/textos en
					defensa de la internacionalización. Finalmente, como demostración de este
					alineamiento, se destacan las marcas contenidas en los textos de reforma de la
					Educación Secundaria en Brasil. Concluyendo, se afirma que la
					internacionalización como concepto/fetiche continúa seduciendo a los
					responsables políticos y que, habiendo conquistado ya territorios en la
					educación superior, también se lanza a ocupar los de la educación básica.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras chave:</title>
				<kwd>Internacionalização</kwd>
				<kwd>Currículo</kwd>
				<kwd>Ensino Médio</kwd>
				<kwd>Reformas</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Internationalization</kwd>
				<kwd>Curriculum</kwd>
				<kwd>High school</kwd>
				<kwd>Reforms</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Palabras clave:</title>
				<kwd>Internacionalización</kwd>
				<kwd>Currículo</kwd>
				<kwd>Escuela secundaria</kwd>
				<kwd>Reformas</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução<sup><xref ref-type="fn" rid="fn2">1</xref></sup></title>
			<p>Especialmente nos últimos cinco anos, estudos dedicados ao tratamento de questões
				relacionadas com a tema da internacionalização dos currículos na educação básica vêm
				ganhando maior espaço e repercussão, especialmente no debate sobre políticas
				educacionais no Brasil, ampliando-se, consequentemente, a abrangência de um tema [o
				da internacionalização] que até então centrava-se fundamentalmente na educação
				superior. Essa expansão no debate, no entanto, é ainda discreta e bem situada, sendo
				possível identificar grande parte dos trabalhos cujos autores e/ou instituições se
				dedicam a seu estudo.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">Hatsek, Woicolesco e Rosso (2023)</xref><sup><xref
						ref-type="fn" rid="fn3">2</xref></sup> demonstram que a produção envolvendo
				especificamente este tema se resume a 178 trabalhos que se desdobram em cortes que
				contemplam principalmente: internacionalização e escola, internacionalização e
				cidadania global, e internacionalização no ensino médio ou na escola secundária. No
				Brasil, o número de trabalhos também é baixo, destacando-se pesquisas de <xref
					ref-type="bibr" rid="B68">Thiesen (2017</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B69"
					>2018</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B66">2019</xref>, <xref ref-type="bibr"
					rid="B67">2021)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">Brito (2020)</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B59">Santos (2015)</xref>, <xref ref-type="bibr"
					rid="B45">Morosini (2018)</xref> e alguns outros.</p>
			<p>No presente texto, defendo que essa expansão -e consequente incremento- do número de
				pesquisas focando a educação básica, apesar de discreta, encontra motivação num
				conjunto de movimentos que envolvem o mundo da educação e, particularmente, esse
				nível de ensino, alguns emergentes, outros já densamente discutidos, os quais vêm
				mobilizando a produção e difusão de discursos globais e locais nessa linha,
				contribuindo sobremaneira para impulsionar reformas educacionais e curriculares.</p>
			<p>Assim, avalio que um dos principais aspectos mobilizadores da expansão diz respeito
				ao o gradativo deslocamento do sentido social de educação básica -um conceito
				consensualmente entendido como <italic>bem público</italic>, que passa a ser
				difundido e tratado como um <italic>serviço</italic>. Esse deslocamento é
				especialmente mobilizado a partir dos anos 1990, em razão dos interesses privados de
				organizações não estatais e demais instituições que passaram a ver a educação como
				um fértil território de negócios, inicialmente a educação superior e mais
				recentemente, a básica. Deriva também dessa matriz de interesses a ampliação, sem
				precedentes, no número de reformas nos currículos da educação básica, na sua maioria
				ancorada na suposta necessidade de modernização, inovação, elevação da qualidade e
				ampliação dos níveis de eficiência em termos de resultados objetivos. De modo geral,
				gestores e demais <italic>policymakers</italic> pelo mundo afora tomam as chamadas
					<italic>boas práticas internacionais</italic> e <italic>ideários da
					internacionalização</italic> como motes para produção, conformação e propagação
				dos sedutores discursos reformistas.</p>
			<p>Além da apresentação de um conjunto de argumentos em defesa dessa hipótese, o
				propósito neste trabalho é, principalmente, demonstrar como esta formação discursiva
				de origem internacional e/ou transnacional, que carrega consigo princípios,
				conceitos, expectativas e demandas da internacionalização, vem repercutindo nos
				ciclos de produção das políticas curriculares na educação básica brasileira,
				especialmente na articulação de reformas nesse âmbito.</p>
			<p>Essa premissa maior permite mais duas afirmações que serão também objeto de análise,
				tomando-se o contexto brasileiro. A primeira, é que as reformas em curso na educação
				básica, especialmente as que envolvem o ensino médio, vêm progressivamente se
				alinhando aos princípios, finalidades, conceitos e demandas dos movimentos
				internacionais e/ou transnacionais pela internacionalização da educação e dos
				currículos. A segunda, é que esse movimento (de interesse não estatal) se fortalece
				a partir dos anos 1990 com a alteração no marco institucional do ensino e
				especialmente com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ambas envolvem
				mais pontualmente contextos de três eventos recentes de repercussão nacional: i) o
				trabalho de formulação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC, que teve seu início
				em 2015 e conclusão em 2018; ii) a virada na orientação da política nacional pós
					<italic>impeachement</italic> de Dilma Roussef, que colocou Michel Temer no
				governo em 2016 e, iii) a chamada <italic>Reforma do Ensino Médio</italic>,
				sancionada em fevereiro de <xref ref-type="bibr" rid="B14">2017</xref> pela Lei
				13.415.</p>
			<p>Assim, tomo como material empírico para interpretação desses movimentos, que se
				mostram progressivamente mais evidentes nos territórios da educação básica, textos
				oficiais das reformas em curso, notadamente os que configuram a Base Nacional Comum
				Curricular para o Ensino Médio BNCC-EM, a <xref ref-type="bibr" rid="B15">Medida
					Provisória 746/2016</xref> e a <xref ref-type="bibr" rid="B14">Lei
					13.415/2017</xref>, estas últimas instituintes da chamada reforma do ensino
				médio, além de outras normativas delas derivadas. Ainda nesse mesmo recorte, como
				fonte primária e exemplo de escala local, identifico marcas dessa repercussão em
				textos oficiais que orientam a implantação do chamado <italic>Novo Ensino
					Médio</italic> em Santa Catarina.</p>
			<p>Ainda que neste trabalho, por sua finalidade e limite, não seja contemplada uma
				discussão conceitual sobre internacionalização, cabe indicar que meu diálogo sobre o
				tema, na educação e nos currículos, tem buscado referência em textos de
				pesquisadores tais como: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Knight (2004</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B33">2008</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B32"
					>2012)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B24">De Wit (2011</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B25">2013)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B35">Leask
					(2009</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B34">2015)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B4">Altbach (2001)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B64"
					>Teichler (2004)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B12">Beelen e Jones
					(2015)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B30">Hayden e Thompson, (2008)</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B2">Aguiar (2007</xref>, <xref ref-type="bibr"
					rid="B1">2009)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B43">Morosini (2006</xref>,
					<xref ref-type="bibr" rid="B46">2011</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B44"
					>2014)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B47">Nogueira (2014)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B3">Akkari (2011)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38"
					>Luna (2016)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B37">Lima e Maranhão
					(2009)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B68">Thiesen (2017</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B66">2019</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B67"
					>2021)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B61">Sevilha (2014)</xref> e <xref
					ref-type="bibr" rid="B62">Souza (2016)</xref>, para citar alguns. Sobre
				transnacionalismo e política educacional global, as referências que venho utilizando
				são fundamentalmente: <xref ref-type="bibr" rid="B23">Dale (2004</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">2008</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B22"
					>2010)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Ball (2014)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B26">Freitas (2012</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B27"
					>2018)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B58">Souza Santos (1997</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B57">2004</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B56"
					>2006)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Beech (2012)</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B20">Cortesão e Stoer (2001)</xref>, <xref ref-type="bibr"
					rid="B65">Teodoro (2001)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B63">Steiner-Khamsi
					(2009)</xref>.</p>
			<p>Estes pesquisadores têm em comum, dentre outros aspectos, o fato de analisarem
				criticamente os movimentos contemporâneos da educação tendo em conta as
				interconexões globais tecidas e fortalecidas por meio das novas redes políticas
				transnacionais (<xref ref-type="bibr" rid="B7">BALL, 2014</xref>), sem deixar de
				considerar o poder e as possibilidades de mobilização dos/nos contextos nacionais e
				locais. São pesquisadores da área da sociologia da educação que nos ajudam a pensar
				os movimentos da política curricular em contextos de transnacionalização e
				internacionalização também em perspectiva crítica e em diferentes escalas de
				análise.</p>
			<p>Visando dar conta da apresentação dessa tarefa de pesquisa, organizo o texto em três
				seções: na primeira, a título de breve contextualização, tomo elementos conceituais
				e ideários de internacionalização produzidos e difundidos por organismos
				internacionais, organizações não estatais, instituições de ensino e pesquisadores
				que veem esse movimento como alternativas de solução para a formação acadêmica e
				escolar. São esses os principais ambientes de uma formação discursiva, que
				amplamente difundida, geralmente é lida como fetiche tanto pelos chamados
				empresários da educação (<xref ref-type="bibr" rid="B27">FREITAS, 2018</xref>),
				quanto por gestores de sistemas nacionais e locais de ensino mais ligados à ideia de
				modernização de suas redes.</p>
			<p>Na segunda seção, busco mostrar como operam os sistemas de influência no trânsito dos
				discursos/textos da política, geralmente reterritorializados e recontextualizados
				nos ambientes locais, e que servem como pano de fundo para as chamadas reformas
				educacionais e/ou curriculares. Na última seção, como demonstração desse
				alinhamento, destaco marcações extraídas dos textos das reformas em curso que
				envolvem o ensino médio no Brasil, especialmente as que sinalizam aproximação e
				convergência com os princípios, demandas, expectativas e interesses de movimentos
				que se colocam em defesa da internacionalização.</p>
			<p>Trata-se, portanto, de um estudo de base empírica com tratamento teórico feito à luz
				de outras análises envolvendo o tema da internacionalização da educação e dos
				currículos na educação básica.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Ideários de internacionalização como fetiche: implicações na produção dos textos
				das políticas curriculares na educação básica</title>
			<p>É comum encontrar-se em documentos de organizações internacionais envolvidas com
				educação; em indicações de sistemas, redes e agências que fazem gestão de escolas
				internacionais; em associações ou fundações não estatais que atuam no campo das
				políticas educacionais e, inclusive, em trabalhos de pesquisadores, defesas
				contundentes da internacionalização da educação em geral e dos currículos em
				particular. Na educação superior, os argumentos que buscam hegemonizar o movimento
				como alternativa para elevação dos padrões de qualidade e de produtividade acadêmica
				são acolhidos não somente por grupos que defendem a educação como serviço de fundo
				privado, mas também por universidades públicas, que vêm na internacionalização de
				seus programas um caminho pavimentado para a elevação de seus conceitos,
				reconhecimento de seus resultados acadêmicos e expansão de visibilidade em contextos
				supranacionais.</p>
			<p>Em trabalho anterior (<xref ref-type="bibr" rid="B67">THIESEN, 2021</xref>),
				classifiquei o movimento em três perspectivas, tomando como principais critérios:
				concepções predominantes de internacionalização e respectivas finalidades
				apresentadas na literatura que envolve o tema. Uma delas, que considero hegemônica,
				denominei <italic>internacionalização</italic> de <italic>base
					instrumental,</italic> dado tratar-se de ideário que entende a
				internacionalização como alternativa de aperfeiçoamento das relações globais com
				vistas ao desenvolvimento econômico, científico e tecnológico das sociedades, e que
				enxerga a educação como um de seus mecanismos. Trata-se, portanto da
				internacionalização de fundo mercantil. A perspectiva que denominei
					<italic>institucional</italic> ou <italic>acadêmica</italic> tem seu ideário na
				qualificação e universalização do conhecimento e da pesquisa, por meio da melhora
				constante das condições de sua produção, sistematização e disseminação em escalas
				mais amplas. E a terceira, que chamei de internacionalização de fundo
					<italic>cultural</italic>, é a que aposta num projeto capaz de ampliar as
				possibilidades de trocas interculturais em escala internacional, preservando-se as
				diferenças identitárias que constituem indivíduos e grupos humanos.</p>
			<p>Não obstante haver diferenças conceituais e foco em finalidades mais específicas, as
				três abordagens vêm construindo consensos em torno de alguns ideários tornados
				universalmente comuns, e que, inclusive, passam a constituir a própria concepção do
				que seja internacionalização da educação e dos currículos. Avalio que esse conjunto
				de ideários, além de compor concepções de internacionalização da educação, servem
				como instrumentos mobilizadores para estimular, justificar, sustentar e inclusive
				orientar ações reformistas no campo curricular da educação básica mundo afora. A
				potência do caráter inovador acentuado nas formações discursivas construídas em
				torno desses ideários repercutem com força em sistemas nacionais e locais de ensino,
				favorecendo que textos/discursos contendo esses conteúdos sejam vistos como fetiche
				por gestores mais liberais do campo educacional. Assim, a título de ilustração e sem
				a pretensão de aprofundá-los, listamos alguns deles, caracterizados, no seu
				conjunto, como verdadeiros requerimentos de competências globais para uma sociedade
				global.</p>
			<p>A ideia de educação para a <italic>cidadania global</italic> é, supostamente, a que
				aparece com mais força nos textos que defendem a internacionalização. Em geral, essa
				marca está contida em discursos que conformam sua própria concepção, e é
				frequentemente mobilizada para justificar e impulsionar projetos e reformas nos
				distintos cantos do planeta. A potência dessa ideia estimula, inclusive,
				organizações internacionais de grande impacto, como é o caso da Unesco que, por
				iniciativa própria, lançou em 2015 e 2016 duas publicações sobre o tema Educação
				para a Cidadania Global - ECG. No texto de 2015, sua posição conceitual e
				teleológica fica bem explicitada.</p>
			<disp-quote>
				<p>A ECG é um marco paradigmático que sintetiza o modo como a educação pode
					desenvolver conhecimentos, habilidades, valores e atitudes de que os alunos
					precisam para assegurar um mundo mais justo, pacífico, tolerante, inclusivo,
					seguro e sustentável. Ela representa uma mudança conceitual, pois reconhece a
					relevância da educação para a compreensão e a resolução de questões globais em
					suas dimensões sociais, políticas, culturais, econômicas e ambientais. Também
					reconhece o papel da educação em ir além do desenvolvimento do conhecimento e de
					habilidades cognitivas e passar a construir valores, habilidades socioemocionais
						(<italic>soft skills</italic>) e atitudes entre alunos que possam facilitar
					a cooperação internacional e promover a transformação social. (<xref
						ref-type="bibr" rid="B71">UNESCO, 2015</xref>, p.9)</p>
			</disp-quote>
			<p>O significante <italic>competências interculturais (ou competência comunicativa
					intercultural)</italic> é, sem dúvida, outro sentido potente na formação
				discursiva em torno da internacionalização. Por ser abrangente e com apelo no campo
				da vida cultural, essa noção alcança amplo acolhimento nos ambientes que gerem a
				educação, seja ela pública ou privada, básica ou superior. Esse conceito/ideário
				também vem compondo pauta de organizações internacionais importantes, a exemplo do
				que publicou em 2009 a Unesco no seu informe mundial com o título <italic>Invertir
					en la diversidad cultural y el diálogo intercultural</italic>, e em 2017, no
				documento denominado <italic>Competencias interculturales: marco conceptual y
					operativo,</italic> elaborado no contexto da chamada Cátedra Unesco com a
				Universidade Nacional da Colômbia.</p>
			<p>Nesse mesmo sentido, em 2018, o Conselho da Europa publicou o texto intitulado:
					<italic>Quadro de referência das competências para a cultura
					democrática</italic>, dedicando um capítulo inteiro a esse conceito/ideário, no
				texto que denominou: <italic>modelo de competências necessário para a cultura
					democrática e para o diálogo intercultural.</italic> Aqui no Brasil, o conceito
				vem sendo fortemente incorporado às discussões que envolvem internacionalização da
				educação superior<sup><xref ref-type="fn" rid="fn4">3</xref></sup> e nos documentos
				curriculares da educação básica, a exemplo do que estabelece a Base Nacional Comum
				Curricular para o Ensino Médio (aspecto que detalharemos mais à frente).</p>
			<p>Nesse mesmo âmbito, o conceito de <italic>competência linguística</italic> também
				ganha destaque, especialmente em razão da relação internacionalização-mobilidade.
				Para <xref ref-type="bibr" rid="B37">Lima e Maranhão (2009)</xref>, as línguas de
				internacionalização trazem efeitos sobre participação, poder, acesso ao
				conhecimento, assim como sobre bens culturais, e afetam o equilíbrio entre
				parceiros, determinando, em muitos casos, uma internacionalização mais ativa ou
				passiva.</p>
			<disp-quote>
				<p>Para pensar os sujeitos em movimento, é preciso pensar suas identidades culturais
					e linguísticas em movimento, em transformação, situadas e contextualizadas nas
					práticas locais, orientadas para as práticas globais. Para pensar políticas
					linguísticas que possam dar conta da inserção desse sujeito em um mundo onde
					língua é poder e, onde o fazer política é também um fazer situado, carregado de
					valores ideológicos, é preciso romper com concepções monolíngues que podem se
					ver representadas tanto na defesa de uma língua mãe ou pátria, quanto na defesa
					de uma língua estrangeira ou segunda, que venha a assumir o papel impositivo e
					restritivo de ser a única língua possível, necessária, valorizada ou permitida.
						(<xref ref-type="bibr" rid="B5">ARCHANJO, p. 521, 2016</xref>)</p>
			</disp-quote>
			<p>Mentalidade global (<italic>global mindset)</italic> figura como outro
				conceito/ideário igualmente importante no portfólio da internacionalização. Para
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">Beechler e Javidan (2007)</xref>, a ideia de
				mentalidade global está ligada a um conjunto de capacidades individuais de
				conhecimentos, cognição e atributos psicológicos, que, quando apropriadas,
				possibilitam ao indivíduo influenciar outros indivíduos, grupos e organizações de
				diversos sistemas socioculturais. Ambientes de repercussão, influência e intervenção
				global exigem desenvolvimento da <italic>global mindset</italic> tanto para
				indivíduos em particular, quanto das organizações em termos institucionais. No
				âmbito desse mesmo conceito, <xref ref-type="bibr" rid="B75">Yemini (2017)</xref>
				adiciona o conceito/ideário de <italic>competência cognitiva global</italic> como
				parte desse conjunto de padrões que a proporia ideia de internacionalização
				discursivamente requer.</p>
			<p>Os cinco conceitos aqui destacados, entre outros que poderíamos adicionar à lista,
				são suficientes para sinalizar a potência dessa formação discursiva quando
				disseminada no campo da educação básica, e alcança seus territórios curriculares.
				Não por acaso, é neste território [o do currículo] que a internacionalização ganha
				mais evidente materialidade. Nele move-se um dos imaginários mais caros ao
				movimento, qual seja, o da possibilidade de desenvolvimento de uma formação
				efetivamente internacionalizada. Um fetiche que vem ganhando dimensões de
				factibilidade em iniciativas isoladas, a exemplo da criação das chamadas escolas
				internacionais, bilíngues, ou quando engendram-se movimentos de reformulação
				curricular nos sistemas de ensino com expectativas desse alinhamento.</p>
			<p>A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo, cujo
				impacto nas políticas educacionais não pode ser desconsiderado, ressalta a
				necessidade de reformas curriculares mais condizentes com as demandas globais, que
				estejam voltadas à preparação dos estudantes para atuar socialmente e
				profissionalmente em um contexto internacional e multicultural (<xref
					ref-type="bibr" rid="B48">OCDE, 1996</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B52"
					>RIZVI, 2007</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Sistemas de influência na difusão dos ideários de internacionalização da educação
				pelo mundo: reterritorialização nas reformas curriculares</title>
			<p>Estudos que se dedicam ao tema das reformas educacionais e curriculares são cada vez
				mais contundentes em afirmar que textos de políticas viajam pelo mundo e, ao
				caminhar, são reterritorializadas e recontextualizadas em ambientes locais,
				produzindo-se o que poderíamos chamar de interdependência global. <xref
					ref-type="bibr" rid="B23">Dale (2004)</xref>, quando afirma a existência de uma
				agenda globalmente estruturada para a educação, leva em conta a força da lógica que
				impõe o flexível sistema mundial de produção capitalista, racionalidade sob a qual
				são engendrados os demais sistemas, inclusive os que gerenciam a formação escolar.
				Também é de John Meyer e dele (2004) a afirmação da existência de uma
					<italic>cultura educacional mundial comum,</italic> tese que justificaria a
				projeção de um <italic>currículo mundial.</italic> Para <xref ref-type="bibr"
					rid="B28">Garcia e Moreira (2006)</xref>, a escola hoje faz parte de uma
				instituição global e local, podendo ser reconhecida, como nunca havia sido, como
				umas das principais instituições envolvidas de uma cultura mundial.</p>
			<p>Diz Dale que, no essencial, os proponentes desta perspectiva entendem que o
				desenvolvimento dos sistemas educativos nacionais e as categorias curriculares se
				explicam através de modelos universais de educação, de estado e de sociedade, mais
				do que através de fatores nacionais distintivos. “O que estamos testemunhando agora
				no campo do currículo não é algo que surge dos últimos desdobramentos da
				globalização, mas é a continuação de um currículo mundial comum que se estabeleceu
				desde o final da Segunda Guerra Mundial” (<xref ref-type="bibr" rid="B21">DALE,
					2008</xref>, p. 16).</p>
			<p>Isso explica muito sobre o que Stephen Ball e seus colaboradores (<xref
					ref-type="bibr" rid="B6">1992</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B8"
				>1994</xref>) denominam <italic>sistemas de influência</italic> que operam nos
				contextos dos ciclos de produção dos textos das políticas educacionais e
				curriculares. É também de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Ball (2001)</xref> a
				afirmação da existência de <italic>diretrizes políticas globais</italic> e
				respectivas relações com políticas locais em educação. Sua defesa é sustentada na
				tese assumida por outros autores, quando afirmam que nos movimentos globais da
				política educacional opera-se o que tem sido chamado por eles/as de
					<italic>convergência de políticas, transferência de políticas,
					contaminação</italic> ou ainda <italic>empréstimo de políticas</italic>.</p>
			<p>Pode-se mesmo supor tratar-se de um projeto educativo global que, monitorando
				experiências de diferentes contextos, acolhe e incorpora aquilo que seus
					<italic>policymakers</italic> consideram configurar melhores práticas em termos
				de resultados. Um projeto permeável à interlocuções com atores que atuam nas esferas
				centrais de poder, portanto, em permanente atualização, e posto em circulação global
				por via de um complexo sistema de interdependência que inclui difusão, trocas,
				transferências, empréstimos de ideias, convergência de concepções e contaminação de
				influências na produção e difusão de políticas educacionais e curriculares. Como
				acentua <xref ref-type="bibr" rid="B51">Represas (2015)</xref>, atualmente políticas
				nacionais isoladas não são mais compreendidas. Nos movemos num mundo interconectado,
				especialmente devido à proliferação de organismos supranacionais que estabelecem
				propostas de ação global.</p>
			<p>De fato, são os organismos internacionais multilaterais os principais difusores dos
				ideários da internacionalização, notadamente pela força que possuem como
				instituições transnacionais de orientação em diversos setores da atividade social,
				cultural e econômica em diferentes países mundo a fora. <xref ref-type="bibr"
					rid="B36">Libâneo (2016)</xref> entende o fenômeno da internacionalização das
				políticas educacionais como um movimento próprio da globalização, contexto no qual
				agências multilaterais de fundo comercial e financeiro formulam e difundem
				recomendações sobre políticas públicas para países emergentes ou em desenvolvimento.
				Para ele, essa intervenção colabora no fortalecimento da homogeneização das
				políticas educacionais, limitando a livre iniciativa dos países pelos
				encaminhamentos e decisões tomados no âmbito externo pelas referidas organizações.
				Uma espécie de <italic>gramática comum</italic> em escala mundial como entende <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Dale (2008)</xref>
			</p>
			<disp-quote>
				<p>No campo da educação, internacionalização significa a modelação dos sistemas e
					instituições educacionais conforme expectativas supranacionais definidas pelos
					organismos internacionais ligados às grandes potências econômicas mundiais, com
					base em uma agenda globalmente estruturada para a educação, as quais se
					reproduzem em documentos de políticas educacionais nacionais como diretrizes,
					programas, projetos de lei, etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B36">LIBÂNEO,
						2016</xref>, p. 43)</p>
			</disp-quote>
			<p>Outros meios de difusão desse projeto, especialmente para países menos centrais do
				ponto de vista econômico, são as chamadas <italic>agências e redes de gerenciamento
					das escolas internacionais</italic><sup><xref ref-type="fn" rid="fn5"
					>4</xref></sup>.</p>
			<disp-quote>
				<p>Agências ou redes de gerenciamento, em razão do conjunto de ações que realizam,
					podem ser classificadas em dois tipos: aquelas que possuem suas próprias escolas
					e, portanto, projetam e desenvolvem formação escolar em suas unidades, a exemplo
					do que fazem a <italic>Cambridge International School</italic> que desde 2015
					integrouse à <italic>International Schools Partnership;</italic> a
						<italic>Stanford International School</italic>,a <italic>Viena Internacional
						School</italic>; a <italic>Eastern Mediterranean International
						School</italic> (EMIS), além de várias outras. E aquelas que, não possuindo
					escolas próprias, oferecem serviços de suporte e apoio por intermédio do
					gerenciamento de diferentes serviços educacionais, participando efetivamente da
					formulação curricular das escolas conveniadas, como é o caso da <italic>Nobel
						Education Network</italic>, do <italic>Council of International
						Schools</italic> (CIS), da <italic>Nordic Network Internacional
						Schools</italic>, da <italic>New England Association of Schools and
						Colleges</italic> (NEASC), da <italic>Network of International Christian
						Schools</italic>, da <italic>Nord Anglia Education</italic>, da
						<italic>National Association of British Schools in Spain</italic> (NABSS),
					da <italic>Association of German International Schools</italic> (AGIS), da
						<italic>The National Association of Independent Schools</italic> (NAIS),
					dentre outras. (THIESEN, p 11, 2018)</p>
			</disp-quote>
			<p>No conjunto dos espaços que atuam como sistemas de influência na difusão e
				acolhimento da lógica da internacionalização, especialmente os de fundo acadêmico,
				estão também as universidades, notadamente aquelas que pretendem ampliar seus
				territórios de atuação estimulando a formação de verdadeiros mercados educacionais
				na educação superior, e as das esferas públicas, que buscam reconhecimento
				internacional. Essa corrida pela internacionalização das universidades, sejam elas,
				como classifiquei, de fundo acadêmico ou mercadológico, acabam impactando nos
				territórios da educação básica, especialmente no campo curricular.</p>
			<p>De toda forma, os impactos mais diretos desses movimentos de escala supranacional nos
				sistemas educativos nacionais e locais geralmente são verificados no campo dos
				currículos, seja por meio da formulação de reformas ou pela adoção de medidas de
				regulação dos processos de ensino e aprendizagem nas escolas. Meyer e <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">Dale (2008)</xref> entendem que essa tendência da
				globalização pelo isomorfismo curricular que se observa nos diferentes cantos do
				mundo independente de sua localização, nível de desenvolvimento, religião ou
				qualquer outra tradição, não podem ser explicados pelas teorias funcionais,
				nacionais-culturais ou racionais-instrumentais que têm dominado o estudo dos
				sistemas educacionais ou do currículo até o momento. São, antes de tudo, derivados
				do próprio modelo do Estado moderno que se espalhou rapidamente, especialmente a
				partir de 1945. Acrescento aos argumentos de Meyer e Dale que a busca por esse
				padrão de marca <italic>internacional,</italic> pensado em razão de demandas mais
				atuais desse próprio modelo socioeconômico, se intensifica na educação com a
				difusão, sem precedentes, dos ideários da internacionalização.</p>
			<p>No caso do Brasil, esse reflexo é visível. Desde a década de 1990, quando o país
				passou ampliar sua participação como signatário de acordos com organizações
				multilaterais, e mais recentemente, quando aderiu ao conjunto de medidas
				internacionais de regulação de resultados escolares, os desenhos curriculares nos
				sistemas de ensino foram sendo reconfigurados para adequarem-se a estas demandas.
				Exemplos objetivos desse alinhamento via avaliação de resultados em larga escala
				são: a adesão, desde o ano 2000, aos exames do Programa Internacional de Avaliação
				de Estudantes (PISA); a criação, em 1990, do Sistema de Avaliação da Educação Básica
				(SAEB); a instituição, a partir de 1998, do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM); a
				criação, em 2007, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); a criação,
				em 2005, do Prova Brasil e ainda a criação em 2004 do Sistema Nacional de Avaliação
				da Educação Superior (SINAES). Em sentido mais abrangente, a própria formulação da
				BNCC e da reforma do ensino médio afirmam essa adequação e alinhamento.</p>
			<p>Em estudo que fiz recentemente (<xref ref-type="bibr" rid="B67">THIESEN,
				2021</xref>), mapeei as marcas da relação dessas medidas de regulação dos resultados
				escolares e acadêmicos com as expectativas, demandas e finalidades dos movimentos
				que se colocam em defesa da internacionalização, e constatei que as justificativas
				mais contundentes utilizadas pelos gestores e legisladores para adesão dos sistemas
				escolares aos modelos padronizados de regulação via avaliação externa em larga
				escala estão relacionadas com a necessidade de alcance de resultados aos padrões
				internacionais de qualidade, especialmente os indicados por organizações como a OCDE
				e o Banco Mundial.</p>
			<p>Na seção seguinte, detalho um pouco mais este alinhamento, demonstrando como as
				reformas curriculares em curso, notadamente as que envolvem o ensino médio
				brasileiro, acolhem discursos de adequação aos preceitos da internacionalização,
				vista como um fetiche.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Marcas dos ideários de internacionalização nos textos das reformas que envolvem o
				ensino médio no Brasil</title>
			<p>Como apontei na introdução, o trabalho de identificação dos marcadores que sinalizam
				algum alinhamento dos textos curriculares das reformas que atualmente envolvem o
				ensino médio no Brasil, com expectativas, finalidades, demandas e requerimentos da
				internacionalização, foi feito tomando-se documentos oficiais de orientação
				nacional, quais sejam: a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio
				(BNCC-EM); o texto da Medida Provisória 746/2017 e decorrente Lei 13.415/<xref
					ref-type="bibr" rid="B14">2017</xref>, além do documento intitulado
					<italic>Currículo Base do Território Catarinense para o Ensino Médio
					(CBTC-EM),</italic> este último incluído como exemplo por constituir orientação
				de escala local. Para localização dos fragmentos com as marcações referidas,
				utilizei na busca, como palavras-chave, os termos dos ideários antes destacados,
				associados aos seguintes descritores: <italic>internacionalização, internacional,
					transnacional, mundial, global e supranacional.</italic> Além disso, procurei
				nos documentos registros que citam organizações internacionais e multilaterais tais
				como: OCDE, ONU, UNESCO, OIT, Banco Mundial, União Europeia, etc. Dado o limite do
				artigo para apresentação e discussão dos dados, destaquei apenas as marcações
				consideradas mais contundentes.</p>
			<p>Logo na apresentação, no texto da BNCC que inclui o ensino médio (p. 8), indica-se
				que “<italic>a formação no nível da Educação Básica, alinha-se ao estabelecido na
					Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)</italic>”, uma clara
				sinalização de compromisso de seus formuladores com as orientações dessa organização
				transnacional. Em seguida (p. 16), no texto que apresenta os fundamentos pedagógicos
				da BNCC-EM, se encontra uma marcação importe para destacar o conceito de
				competências assumido nessa diretriz reformista como base para a formação no ensino
				médio - conceito esse que, como se sabe, tornou-se estruturante em documentos de
				organizações internacionais. Destaca o documento:</p>
			<disp-quote>
				<p>Desde as décadas finais do século XX e ao longo deste início do século XXI, o
					foco no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos Estados e
					Municípios brasileiros e diferentes países na construção de seus currículos. É
					esse também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da Organização para
					a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa
					Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), e da
					Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na
					sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da
					Qualidade da Educação para a América Latina. (LLECE, na sigla em espanhol)</p>
			</disp-quote>
			<p>Ainda na introdução (p. 17), ao destacar a importância de desenvolvimento de
				competências específicas e utilizando padrões internacionais como justificativa, o
				texto ressalta a perspectiva intercultural como horizonte central na formação.</p>
			<disp-quote>
				<p>Em uma perspectiva intercultural, considerar seus projetos educativos, suas
					cosmologias, suas lógicas, seus valores e princípios pedagógicos próprios (em
					consonância com a Constituição Federal, com as Diretrizes Internacionais da OIT
					- Convenção e com documentos da ONU e Unesco sobre os direitos indígenas) e suas
					referências específicas, tais como: construir currículos interculturais,
					diferenciados e bilíngues, seus sistemas próprios de ensino e aprendizagem,
					tanto dos conteúdos universais quanto dos conhecimentos indígenas, bem como o
					ensino da língua indígena como primeira língua.</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse mesmo sentido, o texto da BNCC coloca a língua inglesa como competência central
				para o desenvolvimento de relações e trocas interculturais, de mobilidade, e de
				comunicação global. Lê-se no documento (p. 485): “<italic>Trata-se também de
					possibilitar aos estudantes cooperar e compartilhar informações e conhecimentos
					por meio da língua inglesa, como também agir e posicionar-se criticamente na
					sociedade, em âmbito local e global</italic>”.</p>
			<p>Nesse mesmo tópico de apresentação dos fundamentos da Base, define-se que
					“<italic>aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas
					respectivas esferas de autonomia e competência, cabe incorporar aos currículos e
					às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida
					humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma
					transversal e integradora</italic>” (p. 19).</p>
			<p>Logo no início da Seção 5 - Etapa do Ensino Médio (p. 462), o documento destaca a
				importância de um currículo que leve em conta os diferentes contextos e demandas,
				sugerindo alinhamento com esferas mais amplas da sociedade contemporânea.</p>
			<disp-quote>
				<p>Para responder a essa necessidade de recriação da escola, mostra-se
					imprescindível reconhecer que as rápidas transformações na dinâmica social
					contemporânea nacional e internacional, em grande parte decorrentes do
					desenvolvimento tecnológico, atingem diretamente as populações jovens e,
					portanto, suas demandas de formação. Nesse cenário cada vez mais complexo,
					dinâmico e fluido, as incertezas relativas às mudanças no mundo do trabalho e
					nas relações sociais como um todo representam um grande desafio para a
					formulação de políticas e propostas de organização curriculares para a Educação
					Básica, em geral, e para o Ensino Médio, em particular.</p>
			</disp-quote>
			<p>Na sequência, ao apresentar a finalidade dessa etapa de ensino, enfatiza que
					“<italic>A dinâmica social contemporânea nacional e internacional, marcada
					especialmente pelas rápidas transformações decorrentes do desenvolvimento
					tecnológico, impõe desafios ao Ensino Médio</italic>” (p. 464). Assim como nas
				seções introdutórias de apresentação de fundamentos, finalidades e conjunto de
				competências, o texto da Base segue, nas áreas de conhecimento e na proposição de
				itinerários formativos, um modelo de ensino médio visivelmente alinhado às
				expectativas da internalização. Essa convergência pode ser percebida na valorização
				de orientações curriculares tais como: <italic>flexibilidade e protagonismo
					juvenil</italic> -conceitos intensamente presentes no desenho dos itinerários
				formativos; <italic>pedagogia das competências</italic> definidas como base para a
				formação e vinculação da formação às <italic>demandas do mercado de
					trabalho,</italic> todas fortemente presentes no conjunto de preceitos da
				internacionalização.</p>
			<p>No que se refere aos textos que compõe a reforma do ensino médio (<xref
					ref-type="bibr" rid="B15">MP 746/2016</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B14"
					>13.415/2017</xref>), igualmente se observa pontos de alinhamento, embora não
				apareçam nos documentos com tanta evidência. Obviamente que essa relação de
				convergência, no seu todo, está posta na própria vinculação das medidas da reforma
				às orientações da BNCC-EM. De toda forma, há elementos que sugerem aproximação,
				especialmente na exposição de motivos que acompanhou a Medida Provisória 746 de
				2016, peça normativa geradora da reforma do ensino médio. No item 8 da referida
				exposição de motivos apresentada pelo então ministro da Educação, entre outros
				argumentos lê-se que:</p>
			<disp-quote>
				<p>O Brasil utiliza o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB para
					avaliar a aprendizagem dos alunos. Esse índice leva em consideração o fluxo
					escolar (taxa de aprovação, evasão e abandono), a nota da Prova Brasil para
					ensino fundamental e a nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica - SAEB
					para o ensino médio. Na criação do IDEB, o Brasil definiu alcançar o índice 5,2
					em 2021 com metas progressivas a cada dois anos. Essa meta está relacionada ao
					resultado obtido pelos 20 países mais bem colocados no mundo, que compõem a
					Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE.</p>
			</disp-quote>
			<p>No ponto 18 da mesma exposição de motivos encontra-se a seguinte justificativa para a
				reforma:</p>
			<disp-quote>
				<p>Um novo modelo de ensino médio oferecerá, além das opções de aprofundamento nas
					áreas do conhecimento, cursos de qualificação, estágio e ensino técnico
					profissional de acordo com as disponibilidades de cada sistema de ensino, o que
					alinha as premissas da presente proposta às recomendações do Banco Mundial e do
					Fundo das Nações Unidas para Infância - Unicef.</p>
			</disp-quote>
			<p>No argumento de n.20 desse mesmo documento, o então ministro acrescenta: “<italic>É
					de se destacar, outrossim, que o Brasil é o único País do mundo que tem apenas
					um modelo de ensino médio, com treze disciplinas obrigatórias. Em outros países,
					os jovens, a partir dos quinze anos de idade, podem optar por diferentes
					itinerários formativos no prosseguimento de seus estudos”</italic>.</p>
			<p>Como se pode observar, as justificativas para a reforma, propostas na MP 746 de 2016
				e transformada no ano seguinte na lei <xref ref-type="bibr" rid="B14"
					>13.415/2017</xref>, são flagrantemente ancoradas nos ideários de formação de
				base neoliberal, bem característicos dos modelos defendidos por organizações
				produtoras e difusoras dos movimentos de internacionalização de fundo mercantil.
				Particularmente, no texto da <xref ref-type="bibr" rid="B14">Lei 13.415/2017</xref>,
				por tratar-se de um documento normativo, não se verifica inserção mais direta de
				elementos desse alinhamento, no entanto, sabe-se que seu conteúdo tão somente
				ratifica orientações da BNCC-EM, impondo um modelo de currículo para essa etapa de
				ensino nas redes.</p>
			<p>A título de exemplo, como documento de escala local, tomei o texto que
				recontextualiza a BNCC em Santa Catarina, que recebeu o título de <italic>Currículo
					Base do Território Catarinense para o Ensino Médio</italic> (CBTC-EM),
				organizado em 6 cadernos<sup><xref ref-type="fn" rid="fn6">5</xref></sup>, cada qual
				contendo orientações específicas de acordo com o desenho de currículo estabelecido
				na Lei 13.415. Dada a extensão dos textos, destaquei apenas alguns pontos que
				igualmente sinalizam alinhamentos com preceitos de documentos que se colocam em
				defesa da internacionalização.</p>
			<p>No Caderno 1, que trata das disposições gerais do currículo, a expressão
					<italic>competências</italic> é mencionada 84 vezes, uma inquestionável
				indicação de vinculação desse modelo de currículo aos indicativos e recomendações
				dos organismos internacionais, além de constituir (este conceito) o principal
				instrumento de mensuração de resultados em termos de padrão mundial. No Caderno 2,
				que trata da Formação Geral Básica, seus formuladores ressaltam que “<italic>Ao lado
					de professores qualificados e de gestores líderes, um currículo bem definido é
					um dos fatores comuns a todos os sistemas que apresentam os melhores desempenhos
					em todas as avaliações internacionais de qualidade</italic>” (p.174). No Caderno
				3, há, inclusive, apresentação de um modelo proposto pela ONU como ilustração de
				metodologias ativas no ensino médio. Afirmam os autores do texto que “<italic>Os
					resultados permitiram desenvolver uma consciência sobre a cidadania global,
					assim como potencializaram o desenvolvimento de competências e habilidades nos
					desafios para a efetivação dos Direitos Humanos</italic>” (p. 237). Nos demais
				cadernos, dedicados respectivamente aos componentes curriculares eletivos e trilhas
				de aprofundamento, são apresentados conteúdos de cunho operacional, visando orientar
				os profissionais da rede de ensino na aplicação dos itinerários formativos como
				parte flexível do currículo.</p>
			<p>Em geral, se observa que os textos que compõem o Currículo Base do Território
				Catarinense para o Ensino Médio, assim como os da BNCC, são expressão da
				recontextualização de uma série de parâmetros, conceitos, orientações metodológicas
				e didáticas que conformam o que poderíamos chamar de um currículo de padrão
				internacional, arquitetura essa, em geral, formulada por especialistas de
				organizações e/ou instituições de alto reconhecimento mundial, e que, obviamente,
				define quais competências de âmbito global são requeridas. São esses mesmos
				parâmetros de formação que orientam “<italic>escolas internacionais, escolas
					bilíngues, escolas com currículo internacional e escolas com carga horária
					estendida em língua adicional</italic>” (<xref ref-type="bibr" rid="B54">CEE,
					2020</xref>, p.1), que viajam pelo mundo reterritorializadas nos sistemas
				educacionais carregando consigo discursos de vanguarda e adequando-se às
				especificidades de seus contextos, algumas, inclusive, elaboradas no modo
					<italic>fast policy</italic>, como se referem <xref ref-type="bibr" rid="B50"
					>Peck e Theodore (2015)</xref><sup><xref ref-type="fn" rid="fn7">6</xref></sup>.
				O movimento recentemente vivido em Santa Catarina na reforma do ensino médio
				configura um ilustrativo exemplo dessa lógica.</p>
			<p>No Brasil, esse alinhamento é mobilizado especialmente por intermédio de uma rede de
				influências que opera explicitamente sobre os espaços de formulação de políticas
				curriculares, com forte acento tanto nas discussões, quanto presença nos grupos que
				elaboram textos das reformas. A figura a seguir, elaborada por <xref ref-type="bibr"
					rid="B60">Sena, Albino e Rodrigues (2021, p. 5)</xref>, ilustra bem essa rede de
				atores que atuou na formulação da Base Nacional Comum Curricular e também nas
				definições da atual reforma do ensino médio.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Palavras finais</title>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 01</label>
					<caption>
						<title>Mapa dos principais influenciadores mantedores da BNCC</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2358-0194-faeeba-33-73-0187-gf01.tif"/>
					<attrib><bold>Fonte:</bold> Autoria própria – 2020</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Notadamente, o ideário de alcançar currículos internacionalizados ou pelo menos
				buscar níveis mais próximos desse padrão tem cada vez mais nutrido e mobilizado
				gestores e especialistas encarregados na formulação de reformas curriculares pelo
				mundo e, obviamente, no Brasil. Sabe-se que o movimento mundial da globalização e da
				internacionalização opera em circunstâncias adversas, procurando a hegemonia do
				capital, bem como formas de gestão privada, colocando em dúvida os modos como o
				Estado atua (<xref ref-type="bibr" rid="B19">CORREA, 2019</xref>). Advém daí
				estratégias de intervenção da gestão de interesse privado nas políticas públicas,
				entre as quais as da educação, tratada nessa perspectiva como
					<italic>commodity</italic> e como serviço. Portanto, a formulação de um padrão
				internacional de currículo e sua difusão pelo mundo como ideário de qualidade global
				forma parte da estruturação dessa agenda de que fala Roger Dale. Uma espécie de
					<italic>ditadura discreta</italic>, na expressão de <xref ref-type="bibr"
					rid="B42">Moreira (2018)</xref>.</p>
			<p>Na educação, essa intervenção do privado é feita por meio de um amplo conjunto de
				ações que inclui, por exemplo, empréstimos financeiros externos, apoio a reformas
				sob a forma de consultorias e parcerias, oferta de pacotes com soluções
				curriculares; estimulo à competitividade e aos ranqueamentos na avaliação de
				resultados escolares; reforçamento nos discursos de responsabilização de gestores e
				profissionais da educação pelo alcance de resultados educacionais; ampla difusão do
				que consideram constituir <italic>boas práticas</italic> na formação escolar;
				valorização de concepções performativas na educação etc. São estratégias geralmente
				bem acolhidas por gestores de sistemas públicos, especialmente por aqueles que se
				identificam com concepções liberais.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B49">Pacheco (2009)</xref> faz uma interessante síntese
				do que pode representar esses movimentos para a educação pública no mundo. Diz ele
				que a comunidade internacional epistêmica, vinculada à tentativa de homogeneização
				dos currículos nacionais, baseia-se numa gestão científica de instrumentalização do
				conhecimento, com forte apelo ao mercado. Tais modelos de vertente global defendem a
				natureza prática da educação, o que pode levar a redução epistemológica e no
				empobrecimento do conhecimento educacional.</p>
			<p>Obviamente que esse movimento não representa o todo da internacionalização e não
				opera sem resistências. Paralelamente aos movimentos que defendem esse projeto, há
				ampla discussão crítica por parte de pesquisadores e posicionamentos de
				profissionais da educação básica que seguem lutando por currículos com perspectivas
				formativas não instrumentais de fundo mercantil. Portanto, é sempre necessário
				compreender: Sobre qual internacionalização está se falando? Sob qual perspectiva e
				finalidade o movimento se sustenta? Quais são seus principais fundamentos e
				interesses? De todo modo, a internacionalização segue seduzindo o mundo dos
				influenciadores e formuladores de políticas no campo da educação. Já tendo
				conquistado os territórios da educação superior, se lança agora para ocupar também
				os da educação básica.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>1</label>
				<p>Texto revisado por Maria Isabel de Castro Lima</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>2</label>
				<p>Texto disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
						xlink:href="https://periodicos.unemat.br/index.php/reps/issue/view/595"
						>https://periodicos.unemat.br/index.php/reps/issue/view/595</ext-link>.
					HATSEK, David Jorge Rodrigues; WOICOLESCO, Vanessa Gabrielle e ROSSO, Gabriela
					Paim. Internacionalização na educação básica: um estado do conhecimento. Revista
					Eventos Pedagógicos, Sinop, v. 14, n.1, jan./maio, 2023.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>3</label>
				<p>Sobre o origem dessa formação conceitual e suas atualizações, recomenda-se a
					leitura do texto de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Clemente e Morosini
						(2020)</xref> que tem como título: <italic>Competências interculturais:
						interlocuções conceituais e uma proposta de releitura para a Educação
						Superior</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>4</label>
				<p>Sobre isso sugere-se a leitura do texto: <italic>Quem girou as chaves da
						internacionalização dos currículos na educação básica</italic>? 2018. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>5</label>
				<p>Títulos dos Cadernos: Caderno 1: Disposições Gerais: textos introdutórios e
					gerais do Currículo Base do Ensino Médio do Território Catarinense. Caderno 2:
					Formação Geral Básica: textos da Formação Geral Básica, por Área do
					Conhecimento. Caderno 3: Parte Flexível do Currículo: Portfólio de Trilhas de
					Aprofundamento que fazem parte dos Itinerários Formativos no Território
					Catarinense. Caderno 4: Portfólio dos Educadores: Componentes Curriculares
					Eletivos - Construindo e Ampliando Saberes. Caderno 5: Trilhas de Aprofundamento
					da Educação Profissional e Tecnológica. Caderno 6: Trilhas de Aprofundamento
					Formação Docente - Curso Normal em Nível Médio - Magistério. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>6</label>
				<p>A “política rápida” se refere a uma condição de aprofundamento da
					interconectividade transnacional, na qual experiências de política local existem
					em relação a referenciais próximos e distantes, com modelos itinerantes e
					projetos tecnocráticos e com redes financeiras, técnicas, sociais e simbólicas
					que invariavelmente se laçam a centros de poder e persuasão (<xref
						ref-type="bibr" rid="B74">Venceslau, 2022</xref>). </p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
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					revisão da literatura sociológica. São Paulo, Educação e Pesquisa, v. 35, n. 1,
					p. 067-079, jan./abr. 2009.</mixed-citation>
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							<given-names>A. M. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estratégias educativas de internacionalização: uma revisão da
						literatura sociológica</article-title>
					<source>São Paulo, Educação e Pesquisa</source>
					<volume>35</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>067</fpage>
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					Educação) - Faculdade de Educação da UFMG, Belo Horizonte,
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					<person-group person-group-type="author">
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						famílias socialmente favorecidas</source>
					<year>2007</year>
					<comment>Tese (Doutoramento em Educação)</comment>
					<publisher-name>Faculdade de Educação da UFMG</publisher-name>
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					<source>The Chronicle of Higher Education</source>
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