ECOLOGIA HUMANA DA MORTE: SENSIBILIDADES ICONOGRÁFICAS NO CEMITÉRIO DE JUAZEIRO – BA

Autores

  • Luciano Silva de Menezes UNEB
  • Flávia Jussara de Santana Menezes
  • Juracy Marques dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.17027521%20

Palavras-chave:

Iconologia, Fúnebre, Jazigo, Signos

Resumo

Esse trabalho explora iconografias funerárias do cemitério de Juazeiro – BA, pretendendo descrever símbolos e signos do plano escatológico, suas sensibilidades iconográficas, permeadas por expressões culturais de sacralização e profanação, identificáveis em costumes e tradições convenientes às realidades da Ecologia Humana da Morte. Os instrumentos metodológicos utilizados foram os enfoques iconográficos e iconológicos, para discrições a partir dos discernimentos dos jazigos catalogados. Concluímos que os domínios distintos apresentam sensibilidades iconográficas que comunicam, pelo método iconográfico, um panorama de memória emotiva e, através do plano escatológico, exprime a ideia de imortalidade no céu, vislumbrada na terra. Pelo método iconológico, que envolve a percepção e a psicanálise, entendemos que a Ecologia Humana da Morte investiga os domínios do poder econômico, do poder político e religioso, através da estratificação dos cemitérios e das estruturas sociais hierárquicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARIÈS, P. História da Morte no Ocidente. Trad. Priscila Siqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

ARIÈS, P. O Homem diante da morte. Trad. Luiza Ribeiro. 1ª ed. São Paulo: Unesp, 2014.

AZEVEDO, A. C. A. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

BURKE, P. Testemunho ocular: o uso de imagens como evidência histórica. Trad. Vera Xavier dos Santos. São Paulo: Unesp, 2017.

CATROGA, F. O Céu da Memória: Cemitério romântico e culto cívico dos mortos em Portugal. Minerva, Coimbra, 1999.

CERTEAU, M. O lugar do outro: história religiosa e mística. Trad. Guilherme João de Freitas Teixeira. 1ª ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2021.

DARNTON, R. O Beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

ELIADE, M. Imagens e Símbolos. Trad. Maria A. Soares. 1ª ed. Lisboa, Portugal. Arte e Letras, 1979.

ECO, U. Tratado geral da semiótica. Trad. Antônio de Pádua e Gilson César. São Paulo, perspectiva, 2005.

LE GOFF. O Nascimento do Purgatório. Trad. Maria Ferreira. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2017.

MENEZES, L. S. DE, SANTOS, J. M. DOS, SÉRGIO VALENTIN BOMFIM, L., & MENEZES, F. J. de S. (2024). Correlações de impactos socioambientais e as atividades minerárias. Revista De Estudos Interdisciplinares. 5 (7), 248–261. https://doi.org/10.56579/rei.v5i7.625.

MENEZES, L. S. de; MARQUES, J.; SOUZA, A. L. OP; SILVA, F. C.; OLIVEIRA, R. M. dos S.; VERGNE, M. C. de S. O som do osso: ecologia musical dos pífanos do nordeste do Brasil. Revista Ecologias Humanas, v. 2, n. 2, p. 36-58, 2016.

HUIZINGA, J. O declínio da Idade Média. Trad. Augusto A. 2 ed. Editora Ulisseia, 1985.

HUSSERL, E. Investigações Lógica, Sexta Investigação, Elementos de uma elucidação fenomenológica do conhecimento. Trad. Zljko Loparic´ e Andréa Altino. São Paulo. Nova Cultura, 1996.

KLÜBER – ROSS, E. Sobre a morte e o morrer: o que os doentes têm pra ensinar aos médicos, enfermeiros, religiosos e seus próprios parentes. Trad. Paulo Menezes. 7ª ed. Martins Fontes. São Paulo, 1996

MORIN, Edgar. O homem e a morte. Trad. Jayme Salomão. 2 ed. Lisboa: Europa-América, 1970.

PLATÃO Apologia de Sócrates. Trad. André Malta. L&PM, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2010.

SCHOPENHAUER, A. Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do mundo. Trad. Pietro Nassetti. São Paulo: Martim Claret, 2001.

SCHMITH, J-C. Os vivos e os mortos na sociedade medieval. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

VOVELLLE, M. Imagens e Imaginário na História: fantasmas e certezas mas mentalidades, desde a Idade Média até o século XX. Trad. Maria Julia Goldwasser. São Paulo: Ática, 1997.

ZIEGLER, J. Os vivos e os mortos. Trad. Aurea Weisssengerb. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

Downloads

Publicado

03-09-2025

Como Citar

SILVA DE MENEZES, L.; DE SANTANA MENEZES, F. J.; MARQUES DOS SANTOS, J. ECOLOGIA HUMANA DA MORTE: SENSIBILIDADES ICONOGRÁFICAS NO CEMITÉRIO DE JUAZEIRO – BA. Revista Ecologias Humanas, [S. l.], v. 12, n. 15, p. 65–82, 2025. DOI: 10.5281/zenodo.17027521 . Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/ecohum/article/view/24023. Acesso em: 7 dez. 2025.