ECOLOGIA HUMANA DA MORTE: SENSIBILIDADES ICONOGRÁFICAS NO CEMITÉRIO DE JUAZEIRO – BA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17027521%20Palavras-chave:
Iconologia, Fúnebre, Jazigo, SignosResumo
Esse trabalho explora iconografias funerárias do cemitério de Juazeiro – BA, pretendendo descrever símbolos e signos do plano escatológico, suas sensibilidades iconográficas, permeadas por expressões culturais de sacralização e profanação, identificáveis em costumes e tradições convenientes às realidades da Ecologia Humana da Morte. Os instrumentos metodológicos utilizados foram os enfoques iconográficos e iconológicos, para discrições a partir dos discernimentos dos jazigos catalogados. Concluímos que os domínios distintos apresentam sensibilidades iconográficas que comunicam, pelo método iconográfico, um panorama de memória emotiva e, através do plano escatológico, exprime a ideia de imortalidade no céu, vislumbrada na terra. Pelo método iconológico, que envolve a percepção e a psicanálise, entendemos que a Ecologia Humana da Morte investiga os domínios do poder econômico, do poder político e religioso, através da estratificação dos cemitérios e das estruturas sociais hierárquicas.
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