A LÍNGUA COKWE E JUSTIÇA SOCIAL: O ESTATUTO DE CO-OFICIALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE EQUIDADE E INCLUSÃO CÍVICA EM ANGOLA
Resumo
Este artigo discute a viabilidade e a necessidade estratégica da co-oficialização da língua cokwe em Angola, com foco na região leste do país. Por meio de uma análise sociolinguística fundamentada nos conceitos de diglossia e menorização, argumenta-se que a elevação do estatuto legal desse idioma transfronteiriço atua como motor de equidade e requisito essencial para a inclusão cívica e digital. O estudo examina o enquadramento jurídico angolano e seu alinhamento com a Agenda 2063 da União Africana, propondo um modelo de planejamento linguístico (corpus e status) para transformar o patrimônio local em capital social e tecnológico. Os resultados indicam que o ensino bilíngue e o uso do cokwe na administração pública podem reduzir a evasão escolar e ampliar a eficácia cognitiva. Conclui-se que a mudança institucional é um imperativo de cidadania para a consolidação de um Estado-nação multicultural e equitativo.
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