PAPAI QUERIA QUE EU APRENDESSE A FAZER CONTA: NARRATIVAS DE DONA ZEZÉ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.17438433

Palavras-chave:

Recôncavo da Bahia;, Zona rural, Alfabetização, Mainha

Resumo

A educação brasileira sempre caminhou de maneira desigual. Pode-se apontar aspectos geográficos, dentre outros, em que são perceptíveis as desigualdades: Sudeste x Nordeste, regiões centrais x periféricas e, urbana x rural etc. O objetivo desse artigo beira esse contexto ao se propor a elencar os principais desafios para a alfabetização de crianças na Serraria, região rural de Maragojipe, no Recôncavo da Bahia, na década de 1940. Para tanto, a metodologia utilizada perpassa pela pesquisa bibliográfica e pela narrativa biográfica de onde as informações, ou seja, as significações que compuseram a discussão vieram através da narrativa biográfica de D. Zezé, mãe da autora. Para compreensão da experiência vivida, esse artigo contou ainda com a pesquisa narrativa. Tudo teve como pano de fundo a abordagem qualitativa. Ao final, percebeu-se que a acessibilidade, a disponibilidade e o descaso político foram alguns dos obstáculos para a alfabetização no período retratado.

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Biografia do Autor

Jacilene Silva da Cruz, Professora na Rede Estadual de Ensino de Roraima - Brasil

Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Roraima. 

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Publicado

24-10-2025

Como Citar

CRUZ, J. S. da. PAPAI QUERIA QUE EU APRENDESSE A FAZER CONTA: NARRATIVAS DE DONA ZEZÉ. Cenas Educacionais, [S. l.], v. 8, p. e23599, 2025. DOI: 10.5281/zenodo.17438433. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/cenaseducacionais/article/view/23599. Acesso em: 7 dez. 2025.

Edição

Seção

Artigos (Fluxo Contínuo)