O DESENVOLVIMENTO DA LITERATURA INFANTOJUVENIL FANTÁSTICA NO PROCESSO EDUCACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17819370Palavras-chave:
Literatura infantojuvenil Brasileira, Fantástico, Desenvolvimento cognitivoResumo
O presente estudo examina o desenvolvimento da literatura infantojuvenil fantástica no Brasil, destacando seu papel na formação cultural, emocional e cognitiva das crianças e seu potencial como ferramenta pedagógica no ensino. Como embasamento teórico, esta pesquisa se apoia em contribuições de autores da área de literatura infantojuvenil, como Mortatti (2000), Niehues e Costa (2012) e Zilberman (2003), e em escritores e teóricos de ficção especulativa e literatura fantástica, como Todorov (2008), Matangrano e Tavares (2019). Além disso, também são fundamentais para este estudo os trabalhos de Áries sobre a evolução do conceito de infância, as teorias de Piaget e Vigotski sobre o desenvolvimento cognitivo infantil e as contribuições de Flávio García nas discussões sobre o papel da imaginação e do insólito na formação infantil. Como resultados parciais, evidencia-se que o modo fantástico, com criaturas mágicas e mundos imaginários, é eficaz em envolver os jovens leitores e facilitar a internalização de lições morais. Além disso, promove a criatividade e a empatia, sendo uma poderosa ferramenta, uma vez que o texto literário faz parte da construção da memória e da imaginação do indivíduo. O estudo também destaca a contribuição única de autores brasileiros, como Júlia Lopes de Almeida e Wilson Marques, para a literatura infantojuvenil, reforçando a identidade cultural e regional através do fantástico.
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