MULHERES NEGRAS VELHAS
escrevivências e oralituras
DOI:
https://doi.org/10.52302/renove.vol3.n5.a22231Palavras-chave:
Oralituras, Intergeracionalidades, EcrevivênciasResumo
O presente artigo pretende pensar a corporeidade e a oralitura como possibilidade de transmissão de saberes culturais por mulheres negras velhas. Falar da mulher negra velha em tempos atuais é reconhecer a segregação e o silenciamento de séculos vezes que em sua maioria são mulheres que são semialfabetizadas no que tange a educação e instrução formal, mesmo sendo “transciclopédias” na vida humana em sua existência poética de ser. Para dar corpo ao presente trabalho científico faz-se necessário beber das fontes de Sodré (2017), Louro (1990), Martins (2021) e Oliveira (2022). Como perspectiva metodológica é possível a abordagem qualitativa de Galeffi (2009) e a pesquisa encarnada de Messeder (2017). Teóricos contemporâneos dos séculos XX e XXI como forma de desenho de um estudo que é pouquíssimo encontrado nas academias, afinal falar de mulher, na perspectiva de gênero, do e da velha, na perspectiva geracional, da população negra na perspectiva racial é um encontro de categorias sociais permitidos em tempos atuais a partir do lugar da interseccionalidade. Por isso, esse é um trabalho feito a três mãos de mulheres envelhecestes que pensam e colaboram para uma sociedade com esperança feminina.
[1] O termo velho/a será utilizado para referenciar as mulheres negras idosas que neste estudo se reconhece as mulheres negras velhas, pois conforme defende René Lenoir (1960) que devemos trata-los/as como velhos e velhas e não idosas/os já que a fase da vida é a velhice. Assim, destaca-se ainda que o uso idosa/a tem sua proposta no reducionismo capitalista que entende um ser produtivo, enquanto o velho/a velha tem conseguintemente o lugar do seguimento social velho ou velha traduzido por sabedoria, experiência, tempo, ancestralidade, memória, entr
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