(RE) FLEXÃO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO: uma Análise Cognitiva e Polilógica
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Resumo
Este artigo analisa os desafios da gestão democrática e participativa nas políticas públicas de educação, integrando as perspectivas da Análise Cognitiva (Fróes Burnham, 2012) e da Teoriação Polilógica (Morin, 2005 e Galeffi, 2018). Partindo de uma revisão bibliográfica crítica, ancorados na perspectiva apresentada por Marconi e Lakatos (2003), com instrumento a análise de conteúdo, demonstra-se como a construção, tradução e difusão do conhecimento influenciam a efetividade da participação democrática no âmbito educacional. As transformações econômicas e sociais, provocadas pela transição da era industrial para a era do conhecimento fizeram com que as organizações migrassem de um modelo de administração clássica para o moderno conceito de gestão que tem como uma das suas vertentes mais importantes a busca estratégica de parceria entre as organizações e os seus atores/atrizes. A escola, sendo uma organização, está no centro de todas as mudanças que ocorrem, sendo influenciadora, além disso, tem o seu processo administrativo influenciado pelas novas tendências da sociedade. Discute-se ainda a coexistência de lógicas conflitantes (burocrática, mercadológica e democrática) que tensionam a implementação de políticas inclusivas. Conclui-se que a superação da "flexão" da gestão democrática exige não apenas reformas institucionais, mas uma transformação epistemológica que valorize a polifonia de saberes e a mediação cognitiva entre os atores educacionais.
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