“Partir é libertar-se”: Isabelle Eberhardt, Annemarie Schwarzenbach e a viagem como forma de conhecimento
Palavras-chave:
Viagem, Vagabundagem, Identidade, Isabelle Eberhardt, Annemarie SchwarzenbachResumo
Mulheres que viajam causam estranhamento, principalmente as que se aventuram sozinhas. Isso não foi diferente com as suíças Isabelle Eberhardt (1877-1904) e Annemarie Schwarzenbach (1908-1942). A primeira viajou por Tunísia e Argélia, muitas vezes na pele do seu alter ego Mahmoud Saadi, enquanto a segunda fez uma viagem de carro de Genebra até o Afeganistão acompanhada da também escritora Ella Maillart. Em seus escritos, é possível ver como seguem a tradição da literatura da vagabundagem preconizada pela pesquisadora irlandesa Dúnlaith Bird, em que as subjetividades são criadas ao longo desses deslocamentos. Ao mesmo tempo, mostram como a viagem pode ser em si uma forma de adquirir conhecimento, seguindo a ideia de uma epistemologia baseada no estar em movimento.
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