“Partir é libertar-se”: Isabelle Eberhardt, Annemarie Schwarzenbach e a viagem como forma de conhecimento

Autores

  • Paula Carolina de Andrade Carvalho Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Palavras-chave:

Viagem, Vagabundagem, Identidade, Isabelle Eberhardt, Annemarie Schwarzenbach

Resumo

Mulheres que viajam causam estranhamento, principalmente as que se aventuram sozinhas. Isso não foi diferente com as suíças Isabelle Eberhardt (1877-1904) e Annemarie Schwarzenbach (1908-1942). A primeira viajou por Tunísia e Argélia, muitas vezes na pele do seu alter ego Mahmoud Saadi, enquanto a segunda fez uma viagem de carro de Genebra até o Afeganistão acompanhada da também escritora Ella Maillart. Em seus escritos, é possível ver como seguem a tradição da literatura da vagabundagem preconizada pela pesquisadora irlandesa Dúnlaith Bird, em que as subjetividades são criadas ao longo desses deslocamentos. Ao mesmo tempo, mostram como a viagem pode ser em si uma forma de adquirir conhecimento, seguindo a ideia de uma epistemologia baseada no estar em movimento.

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Referências

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Publicado

2025-06-02

Como Citar

Carvalho, P. C. de A. (2025). “Partir é libertar-se”: Isabelle Eberhardt, Annemarie Schwarzenbach e a viagem como forma de conhecimento. Abatirá - Revista De Ciências Humanas E Linguagens, 5(9). Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/abatira/article/view/20195