Como o sujeito vagabundo cuida de si

Autores

  • Marina Quaresma Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Bruno Guimarães Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Palavras-chave:

Vagabundagem; Sujeito; Parresía; Cuidado de si

Resumo

O presente trabalho pretende afirmar que o sujeito imerso ao ethos vagabundo cuida de si (em termos foucaultianos) justamente por estar atrelado a esse modo de vida em que se faz o uso da parresía e possui a coragem da verdade, ambos para além de um aspecto estritamente teórico e se destacando no âmbito prático. Em outras palavras, o sujeito vagabundo – representados pela viajante Isabelle Eberhardt e os cínicos apresentados por Foucault – ao praticar o dizer-a-verdade tanto em sua fala quanto encarnado em seu ser, dá sentido, razão e forma a sua própria existência implicando na coragem de ser. Essa condição oferece diversas consequências que levam o sujeito para a posição de crítico permanente do mundo. Desse modo, o texto divide-se em dois momentos, sendo o primeiro referente ao esclarecimento dos principais conceitos salientados – cuidado de si, parresía e vagabundagem para, no segundo momento, todo esse encadeamento de conceitos se colocar em demonstração dos seus seguimentos resultando na resposta do problema principal que pergunta de que maneira o sujeito vagabundo cuida de si.

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Referências

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Publicado

2025-06-02

Como Citar

Quaresma, M., & Guimarães, B. (2025). Como o sujeito vagabundo cuida de si. Abatirá - Revista De Ciências Humanas E Linguagens, 5(9). Recuperado de https://www.revistas.uneb.br/abatira/article/view/20167