Práticas com gêneros orais no métier docente

o que dizem os professores de Língua Portuguesa?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35499/tl.v19i2.24494

Resumo

O presente artigo apresenta resultado de uma pesquisa cujo objetivo é analisar a presença de gêneros orais no trabalho de docentes de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e Médio pelos quais eles interagem em práticas escolares. Compreendemos a importância das práticas orais profissionais na formação inicial para que, em sua futura atuação, os docentes possam realizar seu trabalho no campo escolar. Como referencial teórico, retomamos estudos sobre a formação para o agir profissional e os gêneros do métier docente, além de pesquisas que relacionam oralidade ao trabalho do professor. Quanto aos aspectos metodológicos, elaboramos entrevistas semiestruturadas com quatro professoras de Língua Portuguesa da educação básica, de diversas instituições de Minas Gerais. Após os dados serem gravados em vídeo, transcritos e analisados, os resultados revelam que as docentes interagem por variadas práticas orais em seu trabalho, mediadas pelos gêneros do seu métier, para as quais não foram preparadas, como a mediação de conflitos, as reuniões diversificadas e as orientações de estagiários, que requerem um discurso oral profissional específico. Consideramos que é necessário incluir reflexões explícitas sobre os gêneros orais do métier na formação inicial, haja vista a necessidade do domínio de um discurso oral para a docência.

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Biografia do Autor

Joaquim Junior da Silva Castro , Universidade Federal do Ceará

Doutorando em Linguística pela UFC, mestre em Educação pela UFJF, especialista em Língua Portuguesa pela UFMG e graduado em Letras - Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas pela UFJF. É membro dos grupos de pesquisa Linguagem, Ensino e Práticas Sociais (UFJF), Educação, Linguagem e Heterogeneidade (UFPE) e Estudos em Representações, Linguagem e Trabalho (UFC), além de integrar o Centro de Estudos em Educação e Linguagem - (CEEL/UFPE) e o Laboratório Brasileiro de Oralidade, Formação e Ensino - (LABOR). 

Tânia Guedes Magalhães, Universidade Federal de Juiz de Fora

É graduada em Letras, mestre em Linguística pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e doutora em Letras - Estudos Linguísticos pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, atuando nos cursos de Letras e Pedagogia. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da mesma instituição, na linha "Linguagens, culturas e saberes", é líder do Grupo de pesquisa Linguagem, Ensino e Práticas Sociais (LEPS) e uma das coordenadoras do LABOR - Laboratório brasileiro de oralidade, formação e ensino.    

Pollyanne Bicalho Ribeiro, Universidade Federal do Ceará

Professora do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal do Ceará, atuando no Programa de Pós-Graduação em Linguística e no PROFLetras. 

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

CASTRO , J. J. da S.; MAGALHÃES, T. G.; RIBEIRO, P. B. Práticas com gêneros orais no métier docente: o que dizem os professores de Língua Portuguesa?. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 19, n. 2, p. 201–223, 2026. DOI: 10.35499/tl.v19i2.24494. Disponível em: http://www.revistas.uneb.br/tabuleirodeletras/article/view/24494. Acesso em: 17 maio. 2026.

Edição

Seção

NÚMERO ESPECIAL - Oralidade, gêneros orais e ensino: perspectivas, avanços e desafios em diálogo com Luiz Antônio Marcuschi