O CULTIVO IN VITRO DO MURICI-PITANGA (Byrsonima gardneriana A. Juss.) MALPIGHIACEAE
MURICI-PITANGA (Byrsonima gardneriana A. Juss.) MALPIGHIACEAE
Palavras-chave:
Embrião zigótico; hormônios vegetais; organogênese direta.Resumo
O murici-pitanga é um arbusto com grande importância medicinal e alimentícia, porém, o extrativismo e problemas de cultivo dificultam sua propagação. E o cultivo in vitro fornece condições que otimizam sua propagação. Objetivou-se avaliar o cultivo de embriões zigóticos de murici-pitanga in vitro. Estes foram cultivados em meios de cultura MS ou WPM com 25, 50 ou 100% dos sais, acrescidos ou não de 3% de sacarose e, sob ácido giberélico (GA3) (0,0; 2,88; 5,77 e 11,54 µM). Plântulas cultivadas in vitro forneceram explantes para o alongamento sob GA3 (0,0; 5,77; 11,54 e 23,10 µM); multiplicação sob cinetina (KIN) (0,0; 2,32; 4,64; 9,29 e 18,58 µM); enraizamento sob ácido α-naftalenoacético (ANA) e ácido 3-indol-butírico (AIB) (0,0; 4,52; 9,84; 19,68 e 29,52 µM) isoladamente e, pré-aclimatização em sala de crescimento em substrato terra vegetal e vermiculita (1:1) autoclavado. Houve diferenças significativas entre os meios e a presença de sacarose, onde MS com 50% de sais promoveu maiores médias. O GA3 não influenciou no desenvolvimento embrionário, exceto no comprimento vegetal, que também foi favorecido na etapa de alongamento, além de maior número e comprimento de entrenós. A cinetina apresentou diferenças significativas na multiplicação com maior número de brotos e folhas e, comprimento vegetal. E o AIB apresentou maiores médias de porcentagem de enraizamento, número e comprimento de raiz. A pré-aclimatização foi insuficiente para a sobrevivência de plântulas ex vitro necessitando de mais estudos. Assim, torna-se viável o cultivo in vitro de murici-pitanga, permitindo a propagação e fornecendo subsídios para futuros estudos.
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