USO DO VISAGISMO NO DESENHO DA IMAGEM DE PERSONAGENS: UM ESTUDO APLICADO AO TEATRO BAIANO

LEANDRO BUHATEN, JANILE SILVA RODRIGUES DE JESUS, RAFAELA BATISTA SANTOS

Resumo


No contexto contemporâneo das artes visuais, como o cinema e o teatro, o que encontramos de mais recorrente é a caracterização e personificação dos personagens que encantam nosso imaginário e nos provocam euforia, criando relações de afeto ou ódio que demonstram uma profundidade maior do que apenas um enredo com a intenção de nos entreter. Para isto, existe um conjunto de técnicas que ajuda a promover tal profundidade, através da expressão da linguagem visual dos personagens, conhecido como Visagismo. A palavra é provinda do francês visage - significa “rosto”- e, de acordo com os registros encontrados, o termo foi criado pelo maquiador e cabeleireiro Fernand Aubry que se fundamenta na criação de uma imagem pessoal através da individualização, isto é, não usar estilos, padrões ou modismos, tendo como finalidade expressar a beleza de uma pessoa de maneira única e particular, podendo inclusive ser moldada para exprimir uma linguagem visual do indivíduo diferente daquela que é percebida. Dentre os objetivos estabelecidos para esta pesquisa, ressalta-se o estudo para conhecer o Visagismo - muito utilizado na área da beleza e nas artes cênicas - e entender a maneira como é explorado e aplicado ao desenho da imagem de personagens, especificamente no âmbito do teatro baiano. Assim, a metodologia foi dividida em duas etapas: a primeira foi a análise bibliográfica para aprofundamento do termo, utilizando a leitura de diversos textos e materiais de pesquisa que pairam sobre alguns tópicos de suma importância dentro do tema. Por conseguinte, como segunda etapa da metodologia deste estudo, estão sendo implementadas pesquisas de campo em instituições, companhias e escolas de teatro nos bairros de Salvador e região metropolitana nas quais os profissionais (diretores, produtores, atores e artistas em geral) são entrevistados para falar a respeito da produção das peças e a maneira como o Visagismo se faz presente na construção do desenho dos personagens. As entrevistas estão em andamento e já é possível perceber como a prática está sendo difundida dentro do teatro baiano e vive intrínseco ao trabalho dos produtores, mesmo que de forma empírica. No TCA, por exemplo, a ideia dos papéis é concebida e idealizada no ator ou na atriz, utilizando suas próprias técnicas, e são encaminhadas a outros ‘setores’ do teatro que se encarregam da produção do figurino para caracterização. Na escola de teatro da UFBA, foi possível entender como o Visagismo se aplica na escolha dos artistas escalados para cada personagem, baseado na fisionomia e nos traços do indivíduo. A importância deste estudo é refletida na valorização das ferramentas e técnicas utilizadas no teatro baiano, no intuito de exibir a construção da produção existente por trás das apresentações que elucidam o imaginário do público, criando vantagem ao colocar o ambiente teatral em voga, como contraponto ao crescente espaço do cinema dentre os jovens e crianças. Portanto, após o término das entrevistas, esta pesquisa também pretende analisar a forma como a linguagem visual dos personagens é criada a partir do uso do Visagismo, e a percepção dessa linguagem por parte do público. Nesse sentido, também se torna possível a investigação da sua utilização como sustentação e fundamento em estudos subsequentes imersos no mesmo tema ou que sejam relativos, para posterior disseminação.

Palavras-chave


Visagismo; Teatro; Personificação

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