AUTOMUTILAÇÃO ENTRE OS JOVENS DA ESCOLA ROBERTINHO

JÚLIA MALTEZ ALEXANDRINA DA SILVA, KÁTIA SOANE SANTOS ARÁUJO

Resumo


A automutilação é um comportamento de autodestruição oriundo de um desejo de se punir que pode ser inconsciente e consciente e apresenta grande impacto na vida do indivíduo. Segundo Isabel e Macedo (2017) a “automutilação, trata-se da descarga direta de uma tensão insuportável na ordem do corpo, na medida em que não se encontrou uma via possível para que a dor pudesse ser traduzida em palavras”. Uma das formas mais comuns de automutilação é a utilização de um objeto afiado para cortar o próprio corpo. No entanto, existem diferentes formas que os jovens usam para se automutilar, como: queimaduras, arranhões, cortes profundos ou beber algum tipo de substância tóxica. A automutilação está diretamente ligada ao suicídio, mas o suicídio, em alguns casos, não tem a ver com a automutilação, no entanto, de acordo com Isabel e Macedo (2017), há “testemunhos de jovens que se automutilam e que permitem constatar que não há relação deste comportamento com o suicídio”, demonstrando uma relação íntima com a dor. Na Escola Municipal Governador Roberto Santos, situado no bairro do Cabula, Salvador/BA nos últimos anos vem ocorrendo um fenômeno constante entre os adolescentes com faixa etária de 12 a 16 anos que auto se mutilam. Alguns alunos relatam que fato está relacionado aos conflitos da adolescência, a violência, a pobreza e a desigualdade social, fatores presentes e comuns a vida desses jovens. Entretanto, a automutilação significa agressividade e por conta disso é importante um olhar cuidadoso sobre esse problema, principalmente na escola que é um local onde as questões sociais e psicológicas dos alunos impactam no seu principal objetivo: a educação, o ensino e a aprendizagem. Nesse sentido, essa pesquisa tem como objetivo: descrever os fatores que levam os jovens, estudante s da escola Robertinho, a automutilarem-se. Para, a partir desse propósito, discutir sobre o tema “Automutilação” e analisar, com base nos dados, os conflitos dessa faixa etária por meio da análise desse problema, para que com isso se constitua uma rede de apoio que envolva alunos, professores, pais e comunidade. Como metodologia levantaremos as referências sobre o assunto; convidaremos profissionais da área de psicologia para debates; realizaremos entrevistas e questionários com os estudantes que se automutilam-se ou não, com a finalidade de compreender como essa questão acontece na escola e propor possíveis soluções.

Palavras-chave


Automutilação; Estudantes; Robertinho

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