TRABALHO INFANTIL E MÍDIAS

Autores

  • Sofia Zoé Lima Almeida de Lacerda Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; Estudante do 3° ano do Ensino Médio
  • Beatriz Muniz Gomes Silva Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; Estudante do 3° ano do Ensino Médio
  • Adelson Silva da Costa Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; Doutor em Educação

Palavras-chave:

Trabalho Infantil, ECA, Mídias

Resumo

Este estudo faz uma reflexão crítica sobre o trabalho infantil nas mídias sociais e televisivas, a partir da observação de como crianças e adolescentes são inseridos de forma precoce e exploratória nesse cotidiano digital. Usando como referencial norteador dados retirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2019), realizado pelo InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – em que foi analisado que 1,768 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho, em um contexto geral, no Brasil- e acontecimentos reais como os casos dos influenciadores e atores mirins como a atriz Larissa Manoela. Que começou a trabalhar ainda criança e recentemente revelou ter sofrido pressões familiares para manter sua carreira artística, além do controle de suas finanças pela parte de seus respectivos responsáveis legais mesmo após sua maioridade. Desta forma nosso obejto geral é compreender como acontece o trabalho infantil com adolescentes nas mídias sociais e televisivas. Em específico, analisar em quais redes sociais o adoelscente é explorado. Pesquisando dados que demonstram o impacto deste trabalho na vida desses indivíduos, refletindo sobre os limites éticos e morais deste trabalho precoce. O estudo mostra como a exposição excessiva, a pressão por desempenho e a busca incessante por lucro, podem afetar o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças e adolescentes provocando ansiedades, distúrbios alimentares e depressão. Este artigo tem como referência autores como Mariana Dias, com o artigo influenciadores mirins e o trabalho infantil na era das redes, Suzéte da Silva Reis e André Viana Custódio (2017), com o artigo trabalho infantil nos meios de comunicação: o espetáculo da violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes (2017), e Nara Lopes, com o artigo mídia e trabalho infantil: onde termina a diversão e começa a exploração (2021). Sendo alguns desses artigos analisando a pressão familiar para a obtenção de lucro sobre os influenciadores mirins e discutem a omissão das autoridades e a naturalização do trabalho infantil nas mídias sociais e televisiva como um problema ético e moral. Como caminho metodológico utilizamos uma revisão de literatura, a partir dos textos citado e outros de tamanha monta, para propormos reflexão sobre os limites entre trabalho e lazer, e pressão externa familiar, defendendo maior fiscalização, regulamentação e respeito aos Direitos da criança e do adolescente conforme preconiza o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA, 1990). Palavras-chave: Trabalho Infantil, ECA, Mídias.

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Publicado

2025-10-14

Edição

Seção

Categoria II: Pesquisadores da Educação Básica