FALTA DE REPRESENTATIVIDADE DE CIENTISTAS PRETAS NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Autores

  • Julia Oliveira Sena da Silva Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; estudante da nona série do ensino fundamental
  • Julia Oliveira Sena da Silva Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; estudante da nona série do ensino fundamental
  • Adelson Silva da Costa Professor do Colégio da Polícia Militar Luiz Tarquínio; Doutor em Educação

Palavras-chave:

Cientistas pretas, Ciência, Estereótipos, Reconhecimento

Resumo

A não representação de pessoas pretas nas mídias é um problema ainda enfrentado em diversas áreas, como no ramo científico, principalmente por mulheres pretas. O artigo aborda que, nos meios de comunicação, mesmo com importantes contribuições na ciência, essas mulheres são pouco reconhecidas e, muitas vezes, apagadas da história, reforçando os preconceitos e estereótipos impostos pela sociedade. O objetivo geral do artigo é refletir sobre a pouca visibilidade dessas mulheres, entendendo que a mídia é um recurso importante que desempenha um papel sociocultural pelo mundo. Essa pequena visibilidade impacta diretamente na construção da identidade de pessoas negras, principalmente das crianças e dos jovens, que muitas vezes não se veem ocupando espaços de protagonismo e reconhecimento. Essa exclusão aumenta na sociedade a falsa ideia de que certos espaços e profissões não são para pessoas negras. O objetivo específico é analisar como os recursos de comunicação constroem visões discriminatórias sobre essa comunidade e seus destaques e desafios na ciência. Tal fenômeno pode ser observado nos livros didáticos que não retratam a realidade dessas mulheres na ciência, influenciando a baixa autoestima das crianças e jovens pretos/as do Brasil, pois parece haver um “vazio” intelectual que escamoteia a presença da negritude em campos científicos. A metodologia utilizada foi a análise de reportagem e do artigo científico: Mulheres negras na ciência (GAUDÊNCIO, 2024). Os resultados encontrados indicam que essas cientistas encaram obstáculos como o sexismo e falta de incentivos do poder público. Apesar dos entraves, a participação e o reconhecimento da comunidade feminina preta vêm crescendo gradativamente, como exemplo: a biomédica Jaqueline Góes de Jesus, uma das responsáveis pelo mapeamento do genoma do coronavírus no Brasil. (CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA - 5° REGIÃO, 2020). Conclui-se que dar visibilidade às cientistas pretas é essencial pois influencia diretamente na perspectiva da população. Sendo fundamental a construção de um campo social, principalmente acadêmico, mais igualitário e equitativo com diversidade e inclusão. Palavras-chave: Cientistas pretas. Ciência. Estereótipos. Reconhecimento.

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Publicado

2025-10-14

Edição

Seção

Categoria II: Pesquisadores da Educação Básica