CARTOGRAFIA DOS PROJETOS CIENTÍFICOS, TECNOLÓGICOS E GEOGRÁFICOS DE ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores

  • Gabriela Ramiro Rehen Secretaria de Educação – BA; Estudante do Ensino Médio
  • Júlia Vitória Santos Souza Secretaria de Educação – BA; Estudante do Ensino Médio
  • Natanael Reis Bonfim Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Doutor em Educação

Palavras-chave:

Currículo, Periferias Urbanas, Pesquisa-ação

Resumo

Os debates, social e acadêmico, contemporâneos envolvem a educação científica, tecnológica e geográfica na escola e na comunidade de periferias urbanas, para além das políticas educacionais (Copatti, 2024), mas também como elemento de mobilização, transformação, tomada de consciência pelos alunos, por meio da articulação de conhecimento do senso comum inserido nas práticas das comunidades locais, passando pelo conhecimento escolar até chegar ao conhecimento científico (Araújo, 2017, 2019; Bomfim e Correia, 2018). É nesse contexto que se insere o presente estudo que busca apresentar resultados da investigação intitulada “Cartografia dos Projetos Científicos, Tecnológicos e Geográficos de estudantes da Educação Básica” a qual integra o projeto de pesquisa “É nóis nas quebradas!”, que visa valorizar saberes produzidos nas periferias urbanas e aproximar o currículo escolar das vivências locais. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral mapear projetos científicos, tecnológicos e geográficos desenvolvidos por estudantes da Educação Básica nas periferias urbanas. Como objetivos específicos, busca identificar projetos científicos e tecnológicos existentes nas escolas em periferias urbanas, analisar as conexões dos projetos escolares com o território e entender como essas práticas contribuem para um currículo mais significativo. A metodologia adotada é baseada na pesquisa-ação-reflexão, construída de forma colaborativa entre estudantes, professores e orientadores. O trabalho está organizado em quatro etapas: (1) escuta da equipe pedagógica e docentes sobre a organização dos projetos; (2) levantamento e análise de TCCs e projetos interdisciplinares desenvolvidos em 2024; (3) aplicação de questionários e entrevistas com professores, prevista para 2025; e (4) ampliação do mapeamento para outras escolas envolvidas no projeto “É nóis nas quebradas”, por meio de visitas e ações em rede. Dessa forma, os resultados pretendidos para essa pesquisa é a participação na avaliação dos resultados dos Projetos de Pesquisa e Extensão dos estudantes buscando envolver num processo formativo, pela indução da pesquisa científica de estudantes da Educação Básica; redação e submissão de 01 artigo científico em revistas nacionais e internacionais sendo inserida nos programas de graduação e pós-graduação; e na Educação Básica, Organização e Publicação do Livro ‘Educação Científica podendo resultar em contribuições na articulação Universidade-Escola-Comunidade capazes de fortalecer a indução da pesquisa científica, Tecnológica e Geográfica nas Escolas de Periferias Urbanas; Elaboração do Portfólio Digital com os projetos das Escolas Parceiras por meio do uso da tecnologia digital, fazer a seleção dos projetos por categorias e registro dos materiais (fotos, vídeos, textos). Logo, cartografar os projetos científicos, tecnológicos e geográficos de estudantes da educação básica, a fim de articular o currículo escolar com o currículo praticado nas comunidades das periferias urbanas, representa um benefício à comunidade envolvida, a promoção de uma prática de natureza social e emancipatória. Palavras-chave: Currículo. Periferias Urbanas. Pesquisa-ação.

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Publicado

2025-10-14

Edição

Seção

Categoria II: Pesquisadores da Educação Básica