A INFLUÊNCIA DA TECNOLOGIA NA LEITURA ENTRE JOVENS

Autores

  • Maria Gabriela Libório Correia CPM Luiz Tarquínio; Estudante da segunda série do ensino médio
  • Maria Vitória Lima dos Santos CPM Luiz Tarquínio; Estudante da segunda série do ensino médio
  • Adelson Silva da Costa CPM Luiz Tarquínio; Doutor em Educação e Contemporaneidade

Palavras-chave:

Leitura, Jovens, Tecnologia

Resumo

A tecnologia tem impactado diretamente os hábitos de leitura dos jovens, interferindo na forma como interagem com textos, livros e conteúdos literários. Caminhando na compreensão desse fenômeno, foi realizado uma pesquisa qualitativa com 20 alunos/as do Colégio CPM Luiz Tarquínio, analisando como o uso da internet, redes sociais e dispositivos digitais está relacionado ao interesse e frequência de leitura. A pesquisa se justifica pela crescente preocupação com a redução do hábito da leitura entre estudantes, ao mesmo tempo em que o acesso à informação se torna mais fácil e digital (GAMBA e SOUZA, 2001). O objetivo geral foi analisar como a tecnologia influência o hábito de leitura entre os jovens, 9º ano (fundamental) e alunos da 1° a 3° série (ensino médio); com objetivos específicos de identificar os tipos de leitura mais praticados; analisar o tempo dedicado a atividades digitais; e descrever o número de livros e estilos lidos por iniciativa própria e as principais barreiras enfrentadas. Dialogando com o método aplicamos questionário quali/quantitativo via formulário entre 20 estudantes da série citada. O estudo revela que 68,2% dos estudantes leem raramente fora da escola e 54,5% consomem conteúdos em sites e redes sociais com mais frequência do que livros. Apenas 13,6% leem mais de 4 livros por ano por vontade própria. Além disso, metade dos alunos passam mais de 6 horas diárias em atividades digitais de lazer, como redes sociais, vídeos e jogos. Cerca de 45,5% já utilizaram a internet para acessar livros ou conteúdos literários com frequência. Quanto ao impacto da tecnologia na leitura, 40,9% afirmaram que ela reduziu o interesse por ler, enquanto 27,3% disseram que aumentou. As principais motivações para escolher textos online são a curiosidade ou indicação em redes sociais (54,5%) e a facilidade de acesso (36,4%). As maiores dificuldades relatadas para a leitura foram a falta de tempo (36,4%) e a dificuldade de concentração (36,4%). Como sugestões para a escola incentivar a leitura, os alunos indicaram: maior divulgação de livros com temas populares, criação de áreas de leitura, ampliação do acesso à biblioteca e formação de clubes de leitura. Conclui-se que, embora a tecnologia tenha o potencial de facilitar o acesso à leitura, ela também compete com outras formas de entretenimento mais atrativas aos jovens. Nesse contexto, é fundamental retomar ideias de educadores como Paulo Freire (1996), que via a leitura como um ato político e libertador. Para Freire, a leitura do mundo precede a leitura da palavra — ou seja, é preciso que os jovens compreendam a realidade em que vivem para se engajarem criticamente com os textos. Isso implica valorizar suas experiências, interesses e linguagem, integrando os meios digitais como aliados no processo formativo. Assim, é essencial que as escolas adotem estratégias criativas e acessíveis para estimular o hábito da leitura no ambiente escolar, especialmente considerando a realidade digital em que esses estudantes estão inseridos. Palavras-chave: Leitura. Jovens. Tecnologia.

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Publicado

2025-10-14

Edição

Seção

Categoria II: Pesquisadores da Educação Básica