ENTRE POLÍTICAS E PRÁTICAS: DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE NA INTERSEÇÃO ENTRE INFÂNCIA, DIREITO À EDUCAÇÃO, INCLUSÃO E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

Autores

  • Ana Paula Macêdo Massarenti Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Doutoranda do Programa de Educação e Contemporaneidade (PPGEduC)
  • Ana Paula Silva Conceição Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Doutora em Educação
  • Andréia Oliveira Pereira Duarte Universidade Federal de Sergipe (UFS); Mestranda do Programa Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em rede nacional (PROFEI/UFS)

Palavras-chave:

Infâncias, Formação Docente, Inclusão, Inovação pedagógica

Resumo

Este artigo reflete sobre a formação docente na educação infantil diante das múltiplas infâncias e dos desafios da inclusão na perspectiva do processo de ensino-aprendizagem, bem como na análise de concepções de infância presentes na formação. Assim, apresenta como objetivo geral, analisar os desafios da formação docente na interseção entre infância, direito à educação, inclusão e inovação pedagógica no cotidiano escolar e nos objetivos específicos a) Identificar como os/as docentes compreendem as políticas públicas que orientam sua formação e atuação pedagógica; b) Pesquisar de que maneira os processos formativos influenciam as práticas pedagógicas inclusivas; c) Refletir sobre os limites e as possibilidades de inovação pedagógica; d) Compreender como os saberes docentes são mobilizados na mediação das infâncias e nas demandas educacionais específicas. Com base em uma pesquisa qualitativa, incluindo a pesquisa documental com revisão de literatura, e análise de conteúdo de documentos e registros do cotidiano. Os resultados apontam a existência de lacunas formativas na área da inclusão e os desafios de implementação de práticas inclusivas e de estratégias pedagógicas que promovam o respeito à diversidade no cotidiano escolar com experiências inovadoras, bem como revelam que as práticas docentes ganham relevância quando articuladas a processos formativos fundamentados nas realidades cotidianas escolares e atravessados pela construção coletiva do conhecimento. Defende-se a urgência de dispositivos formativos continuados, democráticos e responsivos às diferenças, capazes de promover uma educação pública inclusiva, equitativa e de qualidade. Sendo assim, conclui-se que a formação docente precisa ser compreendida como processo contínuo e permanente, articulado à realidade que contribua para a construção de ambientes educacionais e experiências sensíveis à infância e à inclusão. Por isso, reafirma-se a necessidade de políticas públicas que promovam uma formação ética, crítica e coletiva, capaz de enfrentar os desafios da inclusão com inovação e compromisso social. Palavras-chave: Infâncias. Formação Docente. Inclusão. Inovação pedagógica.

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Publicado

2025-10-14

Edição

Seção

Categoria I: Pesquisadores Acadêmicos